MISSÃO

A missão da Comunidade Fanuel é Ver e Fazer Ver a Face de Cristo. Isto fala da primazia do ser sobre o fazer e da necessidade de primeiro estarmos aos pés do Senhor e ouvi-Lo, para então falar dEle com autoridade e eficácia, alcançando com o Evangelho as pessoas em suas necessidades.

Nossa missão consiste, portanto, em ser uma comunidade de amor fraterno e relacionamentos sadios, comprometida com a expansão do Reino, mediante a prática do serviço, do evangelismo e do discipulado.

PROPÓSITOS

Ser uma família de Deus, onde cada discípulo seja um missionário, formando uma comunidade que cresça e multiplique para o bem da Igreja.
“Vocês devem aumentar e não diminuir” (Jr 29, 6b).

VALORES

1. Intensa vida de adoração e intimidade com Deus;
2. Comunhão fraterna por meio da mútua responsabilidade e prestação de contas;
3. Prática do Evangelho nos pequenos grupos de relacionamento (células);
4. Ênfase em acolhida e bom tratamento a todas as pessoas;
5. Integração comunitária das pessoas considerando a faixa etária;
6. Compromisso com missões e prática do evangelismo por amizades;
7. Incorporação na vida cristã por meio do discipulado pessoal e treinamento;
8. Exercício ministerial baseado em dons espirituais e focado em edificar o corpo;
9. Contínua busca da santidade de vida pessoal e familiar;
10. Excelência no crescimento e multiplicação do Reino de Deus.

VISÃO

A partir de uma contemplação orante, que privilegie a adoração e a escuta da Palavra de Deus, anunciar a Jesus Cristo por meio da estratégia celular e da consagração missionária.
“Nós atenderemos sem cessar à oração e ao ministério da Palavra” (At 6, 4).

FINALIDADES

Nos Evangelhos encontramos as narrativas de como o Senhor Jesus iniciou grupos humanos em torno dos propósitos do Reino de Deus, começando com alguns amigos próximos (cf. Mt 4, 18-22; Mc 1, 14-20; Lc 9, 1-6; Jo 1, 35-48), aos quais transmitiu Sua missão, discipulando-os e treinando-os para a liderança, de maneira interpessoal (cf. Lc 22, 31-32), a fim de formá-los em testemunhas matrizes qualificadas (cf. At 1, 8), que por sua vez, retransmitiriam a outros (cf. At 2, 37-39; II Tm 2, 2).

Esta ação inicial dos primórdios da comunidade cristã apresenta dois elementos constantes:

• Um processo de crescimento e multiplicação (cf. Mc 2, 1-2; 3, 20; 14, 15; 16, 14-20);
• Reuniões no templo e pelas casas (cf. At 5, 42; 20, 20).

Seguindo este modelo neotestamentário, a Comunidade compreende-se constituída na sua natureza por uma estrutura onde todos os seus membros estejam engajados em pequenos grupos de comunhão nos lares chamados Células, formando uma “família de comunhão”, como sinal da Trindade, que é comunidade de amor, manifestando a obra do Espírito pelo fruto da koinonia, e desta forma assemelhar-se mais radicalmente àquelas comunidades cristãs primitivas, como descritas nos Atos dos Apóstolos onde todos mantinham uma forte relação de comunhão propulsora da missão cristã.

Sendo assim uma forma vocacional nascida na esteira dos novos movimentos pós-Concílio Vaticano II, é constituída de fiéis católicos que fazem entre si uma aliança para ajudarem-se mutuamente a serem testemunhos da verdade do Evangelho, e se propõem a viver as exigências do batismo fomentando uma vida cristã mais autêntica, com a finalidade última de dar maior glória a Deus por meio da conquista de almas para o Senhor Jesus segundo os desafios da Nova Evangelização.

Em face à missão de tornar o Senhor visto e amado, pelo testemunho de comunhão e pela ação do anúncio, a Comunidade Fanuel compreende que, vivendo como verdadeira família cristã, testemunha ao mundo o amor de Deus, tornando sua Face conhecida e amada, estampando-a em cada vida alcançada por seu apostolado, pois é sobretudo na vida de cada irmão, que se pode ver o Senhor.

Assim, define que sua finalidade evangelizadora se realiza na vivência radical do Evangelho numa estrutura comunitária onde cada membro seja um evangelizador, buscando realizar uma obra apostólica que faça a Igreja crescer e multiplicar em número, em santidade e em ações.

Para tanto:

• Dirige-se aos não católicos e aos católicos afastados, propiciando-lhes um encontro com o Salvador, uma formação básica para o discipulado, um encontro ou reencontro com os sacramentos da iniciação, tendo como resultado sua inserção na vida eclesial;
• Contribui com o favorecimento da descoberta vocacional batismal, que se desabrocha na formação de famílias em missão e celibatários para o Reino no âmbito da comunidade, vivenciando-a como serviço e testemunho;
• Utiliza-se do processo de relacionamentos humanos naturais chamados segundo a terminologia grega oikos (cf. I Cor 1, 16; At 11, 14; 16, 15. 31ss; 18, 8; Jo 4, 53), para a propagação da mensagem cristã e o engajamento comunitário.

Para atingir sua finalidade a Comunidade se apóia num tripé (cf. Ef 2, 5-6):

• Células (Deus em todos);
• Assembleias (Deus sobre todos);
• Serviços (Deus por meio de todos).

Membros
É constituída de número ilimitado de membros aos quais chama Discípulos, e compreendem as seguintes categorias:

• Neo-discípulo: pessoa que após ter participado de três reuniões consecutivas de uma Célula, firma com a mesma sua integração no grupo, iniciando o caminho de discipulado;
• Discípulo a caminho: aquele que após ter passado pelos estágios iniciais querigmáticos, é inserido num processo de formação básica e inicial;
• Discípulo efetivo: aquele que tendo concluído as etapas de formação inicial, optou viver sua vocação batismal, comprometendo-se formalmente com a Comunidade;
• Discípulo de vida dedicada: pessoa que assume a forma de Vida Fraterna em Comum, como seu estado de pertença a Comunidade;
• Discípulo de tempo dedicado: aquele que, já tendo efetivado sua pertença a Comunidade, após caminhada progressiva no exercício de funções de liderança, assume atividades missionárias em tempo integral.

Formação
O processo de formação dos discípulos se divide em três etapas – prévia, inicial e permanente; visa atingir as seguintes dimensões – missionária, espiritual, humana, doutrinária, apostólica; é direcionado conforme a modalidade e estado de vida, utiliza-se de meios comunitários e pessoais com instrumentos que desenvolvam as três áreas da aprendizagem – cognitiva, afetiva e psicomotora.

• Formação Prévia: dela tomam parte todos os neo-discípulos;
• Formação Inicial: dela tomam parte todos aqueles que tenham cumprido a etapa prévia e se tornam assim discípulos a caminho;
• Formação Permanente: dela tomam parte todos aqueles que tenham cumprido a etapa inicial e ingressam formalmente na Comunidade como discípulos efetivos.

Modalidades
A Comunidade toda é uma só família (cf. Ef 2, 19) vivendo sob o teto de um mesmo Carisma, cuja finalidade primordial é a consciência profunda da vocação batismal de expressar a Face de Cristo, revelando-a ao mundo por meio do testemunho da comunhão, que é assim um desafio, mas antes de tudo, também uma missão.

Para a melhor vivência deste “desafio” a Comunidade se organiza em duas modalidades distintas, porém, complementares:

• Vida Fraterna Ordinária (forma comum de pertença ao Carisma);
• Vida Fraterna em Comum (homens e mulheres que se dedicam a Deus por meio do celibato, da pobreza evangélica voluntária e de vínculos específicos de obediência).

Espiritualidade
A Comunidade tem como o primeiro de dois pilares de espiritualidade a “Efusão Carismática do Espírito Santo”; e no segundo a “Contemplação Missionária” nos moldes de Santa Teresinha do Menino Jesus, a quem tem como guia e mestra de vida espiritual.
Toda a vida de oração e expressão da espiritualidade da Comunidade está profundamente arraigada à leitura e meditação constante das Sagradas Escrituras, pela lectio divina.

Organização
Devido a estrutura celular, a Comunidade Fanuel está organizada por um sistema de liderança que, amparando-se naquele parâmetro bíblico de Êxodo 18, 21-22, se subdivide da seguinte maneira:

• Líder Geral: moderador geral da Comunidade;
• Supervisor de Área: uma área pode chegar a ter 15 células. O supervisor pastoreia os líderes dessas células, sendo auxiliado pelos líderes de rede (cada 5 células forma uma rede);
• Líder de Rede: auxiliar do supervisor no cuidado das células, visando sua multiplicação;
• Líder de Célula: pastor do agrupamento de discípulos, responsável por manter sua pequena comunidade em comunhão.