Há muitos anos fui impactado pela Paz de Jesus. Eu era um jovem de15 para 16 anos, nunca havia me envolvido com drogas e com nenhum tipo de delinquência ou desvio juvenil; nunca havia tido problemas de relacionamento com meus pais, no colégio ou outros meios sociais; era pacífico, estudioso, havia iniciado no trabalho aos 13 anos e desde os 15 estava no SENAI em período integral, sempre com boas notas e frequência. Minha sexualidade ia bem,obrigado. Não sentia nenhuma crise em nenhum aspecto, não sofria bulling nem o promovia, enfim, uma vida normal e quem sabe até sem graçapra muita gente; mas pra mim tudo ia bem porque eu era feliz, tinha boa saúde e boas amizades.

No campo da fé eu era um bom rapaz católico. Batizado quando bebezinho,aos 11 anos fiz a primeira comunhão com muita satisfação e guardo vivo na memória o aprendizado do catecismo, que já havia iniciado em família na leitura apaixonada do livro“Na Escola de Jesus – Catecismo de S. Pio X para crianças, em 250 quadros ilustrativos”.Guardo também a feliz memória do dia daquela Santa Missa!Realmente eu sabia que experimentei algo novo da fé.Participei de um EJC (Encontro de Jovens com Cristo) que me fez muito bem e acrescentou algo de positivo a mais na minha breve jornada ordinária de fé. Voltei do EJC para minha Paróquia e passei a me envolver com uma Pastoral de menores e desejava ardentemente fazer o bem às pessoas e manifestar o amor cristão. Comecei a ser preparado para o Crisma, sacramento que recebi aos 16 anos e logo em seguida eu já era catequista para este sacramento.

Meus pais eram pessoas comuns, mamãe uma boa dona de casa, cuidava muito bem de mim e de meu irmão e de meu pai; papai, um operário operador de máquinas em uma montadora de carros, onde trabalhou dos 18 anos até se aposentar. Com muito suor nos deu casa própria e o pão modesto na mesa.Eu já cursava um Colegial Técnico para Cerâmica e Química, tinha empenho para o trabalho e sonhava entrar numa boa empresa,seguir uma faculdade de Engenharia Química, casar-me, e, enfim, seguir uma vida pacata e organizada, porque minha vida estava cumulada de muitas graças, aquelas ordinárias e necessárias, sempre lembrando-me de momentos especiais como a recuperação inesperada e milagrosa de um coma irreversível de minha mãe quando eu tinha 5 anos; ela já há 5 dias em coma profundo e com morte cerebral e parada cardíaca voltou à vida por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, invocada na humilde devoção do meu pai e de minha avó materna;outro momento especial de graça foi a cura de um câncer de fígado no meu irmãozinho de apenas 4 aninhos, depois de uma oração que uns tios promoveram e que lendo a Bíblia, creio que pela primeira vez em família, nos deparamos com o amor sem rival de Deus.

Mas houve um dia em que o coordenador do círculo de casais de meus pais (grupo de reflexão quinzenal do ECC) me orientou a ir tomar parte numa reunião doméstica um pouco diferente, no dizer dele, um povo simples e cheio de fé que poderia orar de uma maneira com a qual eu não estava acostumado.Fui alegremente junto com minha mãe, pois aquele senhor que nos orientou era pessoa séria e ajuizada. Chegamos em uma casa de família próxima de onde morávamos e lá eu conheci pela primeira vez uma reunião carismática de oração. Saí um tanto assustado e sem pretensão de voltar, mas voltei e voltei e continuei voltando e então minha vida de fé ganhou um novo ardor e tudo se redirecionou até o momento em que escrevo essas linhas.Creio que devo contar em outra ocasião as maravilhas que tenho presenciado,experimentado, ajudado a promover e sei lá, tantas outras coisas,mas quero me deter em um detalhe apenas que é o que faz toda a diferença e cada vez mais noto que é o que sempre fez e fará a diferença, a Paz de Jesus.

Comovocê pode ler acima, minha vida precedente era comum e sem graça, mas claro cheia da graça de Deus no ordinário, e Deus seja louvado por isso, no entanto, não tenho uma história que impacte ninguém por uma cura milagrosa em mim ou a libertação de algum vício ou vida desregrada aterrorizante.Por tudo isso nada de impactante no dizer sensacionalista faz parte da minha história, nem mesmo minha experiência com os carismas, que contarei em outra ocasião, mas a tal “Paz de Jesus”é o que norteia tudo e isso é tão importante para mim que desejo continuar o assunto na próxima edição deste informativo, até lá.

Na paz de Jesus,
Sandro F. Peres